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Holly Reader

Opiniões literárias, leituras programadas, desafios, devaneios, TAG's, novidades editoriais, eventos, encontros. Aviso: pode criar dependência a livros :)

4 comentários

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    Carolina Paiva 31.08.2017 09:20

    Bárbara, sim, a palavra é "fragmentado" :)
    Exactamente, a primeira parte depois das outras três faz todo o sentido. Olha, nem tinha reparado nesse trocadilho com "caddy", pensei sempre que o autor se estivesse a referir à irmã, deixaram ficar "Caddy" e "caddy".
    O capítulo do Quentin é mesmo muito bonito (de uma forma terrível), gostei muito desse capítulo tal como tu :)
    Adorei essas páginas sem pontuação, fizeram todo o sentido.
    Ficou assim "quem nasce puta morre puta, é o que eu digo."
    (SPOILER ALERT)
    A minha dúvida é: não achaste que a Quentin era mesmo filha do Quentin? Ou será para sempre uma dúvida? É que isso não fica esclarecido e no prefácio dizem que são tio e sobrinha, não pai e filha.
    Não, a minha edição não tem apêndice :/
    Não dei as 5 estrelas mas acho-o mesmo um livro maravilhoso, gostei muito.
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    Anónimo 31.08.2017 09:32

    Problemas de tradução, suponho... quando há assim jogos de palavras fico sempre a pensar no quão difícil é traduzir! Basicamente ele via o golf, via pessoas dizer "caddy" (de golf) e lembrava-se da irmã...

    O apêndice é uma meia dúzia de páginas sobre quem "implantou" a família Compson nos EUA, em 1700 e troca o passo, e vai desde aí até uns aninhos depois do capítulo da Dilsey, que é cronologicamente o último (o dela, o do Jason e o do Benji são no mesmo fim de semana, ao passo que o do Quentin é vários anos antes). Diz o que aconteceu à mãe doente, à casa da família, etc, à família decadente. Creio que não fazia parte da primeira edição, mas foi adicionado depois.

    Acho que o Quentin não era o pai, mas queria ser. A ideia com que fiquei é que a Caddy engravidou de alguém - lembro-me de o livro dizer que ela andava com uns e com os outros, mas já li o livro em 2009 ou 2010 - e isto nos anos de 1910, o horror, a tragédia - e ele queria poder assumir a criança, porque gostava assim tanto da irmã. Que se a Caddy tinha de casar com alguém, para salvar a honra, o Quentin não via por que não havia de ser com ele. O carinho entre os irmãos seria mútuo (daí a Caddy ter chamado Quentin à filha), mas da parte do Quentin seria mais... extremo. Acho que o Quentin era um narrador ainda menos fiável que o Benjy, portanto se calhar está abertíssimo a interpretação, mas a minha foi essa :)
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    Carolina Paiva 31.08.2017 09:47

    Pois eu só tinha associado Caddy ou caddy à irmã mesmo, que engraçado, assim faz muito mais sentido ainda, ainda bem que falaste disso!

    Não tenho esse apêndice, acaba por dar um outro contexto à história.

    Sim, a Caddy era uma grande maluca (ainda para mais naquela altura) mas fiquei com a sensação que havia a possibilidade do filho ser dele, daí a vontade que ele tinha de confessar ao pai "pai, cometi incesto" e toda aquela loucura dele pensei que podia advir de não o terem deixado ficar com a Caddy (já que ela teve que casar com outro tipo que era um aldrabão) e de o terem afastado de casa sob pretexto de um mandarem para a universidade. Fiquei também com a sensação que a Caddy também gostava dele, há uma parte onde se diz que ela estava sempre a falar dele a alguém (acho que ao futuro marido) até que esse alguém percebeu que era o irmão dela. É super interessante ler o teu ponto de vista. Sem dúvida que o Quentin não é muito fiável, mas gosto muito dele anyway <3
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