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Holly Reader

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Holly Reader

29 de Setembro, 2020

Opinião | O olhar que me persegue de Helene Flood

Post Publicação de Facebook a Branco com Fotogra

O título deste livro chamou-me a atenção, simplesmente porque não incluía as palavras que mais comummente se encontram em títulos de thrillers (do género: sangue, morte, homem, etc). Li a sinopse e pensei que poderia ser uma boa opção, fico sempre na expectativa que este tipo de livros me agarre e “não consiga parar de ler”. Claro que a leitura fluí bem, com capítulos relativamente curtos e alguns acontecimentos menos esperados o ritmo acaba por nunca ser lento. No entanto, sabem o que me acontece na maior parte dos thrillers que li até hoje? A história parece-me sempre falsa. Claro que, nós leitores, sabemos que a maior parte das histórias é mesmo falsa (apesar de algumas serem inspiradas em factos verídicos). Mas, quando estou a ler outro tipo de ficção, as descrições, personagens e diálogos são quase palpáveis. As palavras e sentimentos invadem-me de tal forma que a história se torna real. Pergunto-me porque será tão difícil fazer isso num livro deste género. Ao longo desta leitura senti que os pensamentos da personagem principal, Sara, não tinham pés nem cabeça. Poderá ter sido intenção da autora para nos levar a crer que a Sara não está mentalmente sã? Não me parece, porque o tipo de pensamentos que ela tem são um emaranhado de clichés misturados com ideias sem fundamento.

 

Conclusão? Dei por mim muitas vezes perdida na leitura, a tentar perceber a mente de Sara, assim como as situações em que ela se encontrava e o porquê das coisas. Sim, porque raramente as suas razões ficam claras, e quando toma alguma acção também não percebo porque apenas o faz naquela altura, fazendo parecer que a autora se lembrou a meio de que algo ficou por fazer há 3 capítulos. Para colmatar, a Sara parece não ter sentimentos por nada nem ninguém, fica um pouco aborrecida quando descobre algumas coisas graves, mas nada que lhe tire a vontade de fazer uma sandes ou ir dar uma volta de metro. Será uma serial killer? Foi isso que pensei em algumas alturas. Mas não posso revelar.  Enfim, o título prometia, mas para mim não resultou.

 

P.S – Nem tudo foi péssimo, há umas partes em que a Sara retrocede no tempo, para mim são as partes mais bem conseguidas do livro. O final é precipitado e ao mesmo tempo demasiado explicado.   

Este livro foi-me cedido em versão e-book pela editora, à qual agradeço.

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