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Holly Reader

Opiniões literárias, leituras programadas, desafios, devaneios, TAG's, novidades editoriais, eventos, encontros. Aviso: pode criar dependência a livros :)

Holly Reader

08 de Dezembro, 2017

Evento | Apresentação do livro "Jalan Jalan" de Afonso Cruz

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Com este livro Afonso Cruz estreia-se na literatura de viagens, fala-nos do ser viajante, do viajar para nos encontrarmos no outro. O evento realizou-se na livraria Ferin e contou com as intervenções de Clara Capitão (editora e representante da Companhia das Letras), Pedro VieiraPedro Mota (tendo este também escrito o prefácio do livro). Em "Jalan Jalan" o autor conta-nos alguns episódios insólitos das suas viagens e aproveita para reflectir explorando o tempo e o espaço à sua velocidade. 

 

O que é o tempo? Quais as transformações que uma viagem pode operar em nós? Como foram escolhidos os destinos? Qual é a diferença entre um turista e um viajante? Como é que este livro aconteceu? Estas foram algumas das questões discutidas. 

 

Foi óptimo sentir o entusiamo do astrofísico Pedro Mota em relação ao livro e notava-se sincera a admiração que nutre pelo autor Afonso Cruz. O autor teve também oportunidade de partilhar com os presentes algumas das situações mais engraçadas com que se deparou durante as suas viagens. Aproveito também para citar Pedro Mota o mais aproximadamente possível "as histórias deste livro são pérolas, é precioso aquilo que encontramos dentro dele."

 

A curiosidade pelo conteúdo do livro foi aguçada e será com certeza uma viagem para breve.

 

Jalan jalan, a repetição da palavra, que muitas vezes forma o plural, significa, neste caso, passear. Passear é andar duas vezes. (…) Passear é o que fazemos para não chegar a um destino, não se mede pela distância nem pela técnica de colocar um pé à frente do outro, mas sim pelo modo como a paisagem nos comoveu ou como o voo de um pássaro nos tocou.

 

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08 de Dezembro, 2017

Última paragem Massamá | Pedro Vieira

IMG_2031.jpgTrouxe este livro de uma troca e na altura prometi que não o podia deixar esquecido na estante. Foi durante o #lerosnossos que resolvi pegar nele e conhecer a escrita de Pedro Vieira (escritor, ilustrador e bloguista). Descobri, depois de o ler, que com este livro ganhou o prémio P.E.N. Clube Português para Primeira Obra em 2012. 

 

Entrei nas primeiras páginas com estranheza, sem perceber o que o autor me queria dizer, foi só depois de umas páginas que começou a fazer sentido. O livro começa com o trágico final, as personagens estão reunidas no mesmo sítio e cada uma delas nos é apresentada de forma muito pouco convencional. Começamos por saber para onde se dirigem, o que pretendem, as suas preocupações, as frases que ecoam nas suas cabeças. E se ao início não conseguimos ver os fios que os unem, ao longo da narrativa vai-se tornando cada vez mais claro.

 

Apesar de a história não me ter fascinado, senti-a demasiado real (e talvez por isso banal), a escrita surpreendeu-me muito. Custou-me um pouco entender a sua lógica porém acabou por fluir muito bem. Deu para conhecer uma escrita muito rica, bem apresentada, o autor parece ser mestre na utilização e manipulação das palavras. Vou querer ler mais.