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Holly Reader

Opiniões literárias, leituras programadas, desafios, devaneios, TAG's, novidades editoriais, eventos, encontros. Aviso: pode criar dependência a livros :)

Acerca do Clube dos Clássicos Vivos e do 3º Encontro

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Acho que nunca falo demasiado acerca deste Clube de leitura fantástico. Nesta publicação aproveito para dizer que vou iniciar amanhã a leitura do Clássico escolhido para julho e agosto e que portanto ainda vão muito a tempo de se juntarem a nós.

 

Para isso basta ter o exemplar disponível para leitura, o meu é o da imagem em cima (existem outras edições).

 

Para aderirem ao Clube abram o Goodreads e façam o pedido para pertencerem ao Clube dos Clássicos Vivos (em baixo imagem do Clube). Aqui dentro vamos comentando a leitura em conjunto. Posso assegurar-vos que é das melhores coisas a que já pertenci.

 

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O encontro presencial para falarmos do livro está para breve, será no fim de semana de 16-17 de setembro (ainda em decisão) em local ainda a definir. No entanto, quem não conseguir estar presente presencialmente pode fazê-lo virtualmente através deste grupo.

 

Juntem-se a nós!

 

#3. A Holly diz...opinião "A vida privada de Maxwell Sim" de Jonathan Coe

 

Este foi o primeiro livro que li do autor, uma escolha impulsiva, feita maioritariamente com base no título do livro. Por vezes não há nenhuma razão específica para comprarmos um livro (e não tem que haver, não é verdade?). Não será um livro que me ficará na memória, penso que precisava de ser mais amadurecido antes de ser publicado. Não me senti envolvida e muitas vezes achei a trama artificial. Os acontecimentos mais interessantes do livro são colocados sem qualquer justificação, razão ou objectivo. Isto deixou-me confusa e sem qualquer motivação para continuar a ler.

 

Penso que tinha potencial para ser um bom livro (gostei especialmente da página inicial e esporádicos parágrafos) mas perdeu-se muitas vezes pelo caminho. O protagonista parece uma personagem de desenhos animados e não criei relação com ele. Comparo este livro a um carrossel desajeitado.

Apesar de ser classificado como divertido (e ao mesmo tempo abordar temas pertinentes como o suicídio e a homossexualidade) não me provocou nenhum momento de riso.
 
Fica a sensação desconfortável de algo me ter passado completamente ao lado.

Há livros assim...

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...este não resultou para mim. Li cerca de 120 páginas e decidi não continuar. Tento sempre terminar o livro, acredito que tudo pode mudar e não gosto de desistir das páginas que ainda não me contaram nada. No entanto, começo a achar que tenho que reservar tempo para os livros que realmente me prendem a atenção e por isso desisti deste. Fica a recordação dos capítulos muito curtos que podiam ter dado certo. Não gostei da escrita, senti a história a ser forçada, os personagens demasiado descritos pela mão do autor e não pelas suas ações, os finais de cada capítulo pareceram-me uma tentativa muito fraca para criar suspense. Mas isto, como sempre, é apenas a minha opinião.

 

Vou saltar para uma próxima leitura em busca de novos desafios.

 

 

E por aí? O que se lê nestas férias? :)

 

#2. Holly diz...opinião "A velocidade da luz" de Javier Cercas

 

 

Foi assim o primeiro contacto que tive com a escrita de Javíer Cercas, há muito tempo que o mantinha na estante com a vontade crescente de lhe pegar. Este é um livro aberto, onde encontrei muitas reflexões que me fizeram pensar. Foram essas as minhas partes preferidas: os pequenos momentos de introspeção onde os personagens discutiam e me faziam crescer enquanto leitora. Senti que todas aquelas ideias trocadas eram verdadeiras, tão simples e tão duras ao mesmo tempo. Por vezes também me senti encurralada com estas ideias, como se a realidade das mesmas me apertasse um pouco a garganta. Duas personagens muito bem construídas, amigos e antagonistas. Inimigos e salvadores um do outro. A dualidade da vida sempre presente em cada recanto do livro. As duas faces da moeda, tão distintas e tão frequentemente próximas. O abismo logo depois da felicidade. O mal que trazemos para nós próprios e tudo aquilo que não conseguimos evitar (e porquê? Acho que nunca saberemos). Vejo este livro como um desafio. Uma chamada à ação.

 

Ficou a amargura de por vezes me ter sentido posta de fora nesta história. Nem sempre me senti presente e por isso resisto ainda um pouco a render-me completamente. Mais livros de Javíer Cercas me esperam na estante e não os quero adiar demasiado.

 

"...só se pode escrever quando se escreve como se estivéssemos mortos e a escrita fosse a única forma de evocar a vida, o último cordão que ainda nos liga a ela."