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Holly Reader

Confissões de uma bookaholic.

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Antídoto | José Luís Peixoto

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Começa a ser difícil para mim dizer se já me rendi ou não a José Luís Peixoto. O "Morreste-me" elevou muito a fasquia e faz-me continuar à espera de ser novamente deslumbrada por ele. No caso deste livro houve momentos em que gostei bastante, ouve outros em que senti que tudo se repetia. O recurso à repetição ou reafirmação pode ser poderoso ou pode perder o impacto, aqui deparei-me com as duas situações. Há reflexões tão carregadas de dor que me surpreenderam mas em muitos momentos dei por mim a não conseguir prestar atenção.

 

O livro é composto por pequenos contos que diz ser inspirado no album The Antidote dos Moonspell. Contudo, pode perfeitamente ler-se sem nenhum conhecimento prévio acerca do album. O título faz sentido e há frases que realmente nos transportam para as suas histórias. Não tenho dúvidas quanto ao talento do escritor e adoro que aborde sempre "temas" tão próximos de nós. Despeço-me dele por agora com a certeza de que vou regressar.

 

"Sei que existem cemitérios. Sei que a casa onde estás, o lugar onde te imagino a fazer tantas coisas, a não te lembrares de mim, é um lugar de destroços."

Teatro Vertical | Manuel Alberto Vieira

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Primeiro livro lido para os projectos: #lerosnossos #nestórias #christmasinthebooks2017

 

Estou a falar muito a sério quando digo que as ilustrações deste livro são maravilhosas. Neste caso fazem todo o sentido e dão profundidade aos contos. Gostei de conhecer a escrita deste autor. Se ao início fiquei um pouco de pé atrás, rapidamente me deixei embrenhar na estranheza, simplicidade e originalidade.

 

Todos os contos me fizeram pensar duas vezes, nenhum deles é linear. Gostei especialmente das descrições de alguns movimentos das personagens e dos seus comportamentos inesperados. As partes do corpo e os sentidos são centrais, na maior parte das vezes descrevem os estados de espírito das personagens.

 

Todos nós representamos uma peça, o teatro vertical parece não ser mais do que a vida no seu estado mais natural. Talvez aqui se tenha tentado descortinar os artifícios que habitualmente usamos no contacto com o outro.

 

"O homem agita com os lábios um palito inexistente, olha para cima, depois para baixo, dá um passo em frente, aproxima o rosto do dela, à distância de um beijo, abre a boca - coisas podres -, não diz nada, ela assusta-se, ele fecha a boca, contorna-a, avança em marcha lenta, os pés que raspam a terra chamam-na."

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