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Holly Reader

Confissões de uma bookaholic.

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Misery | Stephen King

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Finalmente posso dizer que terminei! Estava muito lançada durante as primeiras 40 páginas e depois fui gradualmente perdendo o interesse no livro. Avançava muito lentamente e a própria escrita não me parecia digna do aclamado Stephen King. Segui então os conselhos de outras bloggers: pus o livro um pouco de lado e avançei para a próxima leitura. Levava o livro durante alguma viagem que fazia de transportes públicos ou quando sabia que provavelmente teria alguns momentos de espera durante o dia. Fui, assim, alternando esta leitura com outra. Mesmo assim, e até pelo menos metade do livro, não consegui voltar a sentir nenhuma espécie de entusiasmo por ele. Isto foi até ao dia de ontem em que lhe peguei e foi a minha companhia de domingo, terminei-o ontem e nas últimas cerca de 150 páginas conseguiu entusiasmar-me.

 

A história é sem dúvida muito peculiar e penso que os momentos de pânico/terror são muito bem descritos pelo autor. O que me aborreceu foi que durante muitas partes do livro parece que estamos a ser "engonhados" até que finalmente acontece um ponto alto. Um livro não vive só destes momentos altos, mas esperava pelo menos "ser entretida" durante os momentos que ligam um ponto alto a outro. 

 

O livro conta a história de Paul, um escritor conceituado que tem um acidente de viação e é resgatado pela sua "fã número um" - Annie. Ferido e imobilizado no quarto de hóspedes de Annie, Paul é vítima de todo o tipo de atrocidades físicas e psicológicas que o impedem de pedir ajuda ou conseguir escapar. Annie é na verdade uma psicópata que encontrou uma nova vítima e que por acaso é o seu escritor preferido. No entanto, esta não está nada contente com o final que Paul escolheu para o seu último livro publicado (a morte da sua personagem preferida - Misery) e obriga-o assim a escrever um novo livro em que Misery não esteja morta. No final desta jornada, nenhum dos dois será o mesmo. 

 

Os pontos fortes deste livro, para mim, são o facto da personagem de Annie estar tão bem construída e a forma como o autor, a partir de certo ponto, consegue descrever na perfeição a sensação de medo de Paul. Tem também muita ironia à mistura e consegue fazer-nos alternar entre realidades distintas de forma quase imperceptível.

 

O pior do livro são as descrições mais chatas e as páginas "sem-nada-a-acrescentar" que me tiraram o prazer da leitura. De qualquer forma, conseguiu conquistar um pouco de mim nas páginas finais.

 

Minha pontuação no Goodreads: 3*

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