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Holly Reader

Confissões de uma bookaholic.

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Ao fechar a porta | B.A. Paris

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Este é o livro de estreia da autora B.A. Paris. Temos a premissa do homem perfeito (bonito, rico, atencioso) com a mulher quase-perfeita (bonita, bem sucedida mas que apresenta uma falha). Como sabemos que o "homem perfeito" não existe, está quase implícito que haverá algo de terrível a ser revelado acerca deste personagem.

 

O livro vai alternando entre o "passado" e o "presente" o que me pareceu ser uma excelente forma de apresentar os acontecimentos, tentando fazer crescer a curiosidade do leitor. A escrita da autora é bastante simples, de fácil compreensão. Os capítulos são curtos, mas penso ser a melhor forma de apresentar este tipo de narrativa.

 

O que é que correu mal? O "terrível" segredo do personagem masculino não me parece assim tão terrível, parece-me só desprovido de sentido (penso que quem ler, irá entender). Entendo que a autora tentou fugir do habitual mas, na minha opinião, acabou por perder a credibilidade. Não me conseguiu provocar nenhum tipo de reação que seria esperada (ansiedade, medo, asco, mal estar). A personagem feminina demorou imenso tempo "a acordar para a vida" tendo em conta o seu perfil. Depois de nos ser levantada um pouco a cortina soube logo como a história ia terminar e portanto limitei-me a aguardar pela confirmação. A parte final (últimas 50 páginas) é demasiado lenta e sem contéudo. Senti que a autora tinha a necessidade de explicar tudo ao leitor e isso prejudica muito a experiência de leitura. A forma que encontra para nos informar é demasiado directa e sem aquele traço de suspense que este livro precisa desesperadamente. A relação entre a personagem feminina e a irmã não me parece nada próxima apesar de tentar convencer o leitor disso. As reações da personagem feminina são do mais previsível possível. Sabem quando o assassino ataca uma pessoa e ela só grita "por favor, pára, por favor, pára"? É isso que acontece. O assassino adora ouvir estas coisas e a pessoa continua desalmadamente a gritar como se isso fosse importante, apesar de estar farta de saber que é inútil.

 

Não me parece que houvesse grande coisa a fazer pois a história parece-me irreal e forçada desde o início. É extremamente difícil acreditar nisto. E quando não acredito, não gosto.

 

Este é o típico livro cliché. Não diria que é um thriller. Thriller não deveria ser sinónimo de narrativa superficial e diálogos vazios

 

Para mais informação consulte o site da Editorial Presença aqui

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