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Holly Reader

Confissões de uma bookaholic.

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Confissões de uma bookaholic.

Biografia involuntária dos amantes | João Tordo

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(Vou tentar não me deixar cair na tentação de parecer uma autêntica louca a falar sobre este livro.)

 

Este é um daqueles que me vou lembrar para sempre. A história é tão cheia de detalhes que é impossível não ser completamente puxada para a narrativa. Está muito bem organizado, de forma que nunca me perdi pelo caminho. 

 

Acompanhei o personagem principal e acreditei sempre nos seus motivos. Tive vários momentos de paragem ao longo do livro porque é impossível fazer esta viagem sem nos questionarmos também. E para mim, é esta a verdadeira beleza do livro: obrigou-me a parar e pensar.

 

Esqueci-me completamente que eu não pertencia ao livro, também eu queria escavar um pouco mais em conjunto com o personagem. Há sempre uma centelha de humor aqui e acolá, seja numa frase, numa reflexão ou num pormenor, sem nunca perder a profundidade.

 

Achei-o também terrivelmente triste, por abordar tudo o que nos preenche a vida e que inevitavelmente iremos perder. Mas não são sempre esses os que gostamos mais? 

 

O céu, as montanhas e o lago foram esmagados numa poderosa sístole e depois disparados para os confins do universo. O mundo tinha a consistência de água e, por mais perfeita que fosse a concha que formássemos com as mãos, essa água era impossível de reter.

 

Minha pontuação Goodreads: 5*

 

Seda | Alessandro Baricco

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Este foi o primeiro livro que li do autor italiano. Neste livro mistura liguagem simples e profunda em capítulos curtos. Apresenta uma sensibilidade fora de série e nos pormenores consegue atingir a sublimidade. 

 

Narra uma história que é sustentada ao longo do tempo por pequenas esperanças e alimentada a olhares. Passa uma forte mensagem de sobrevivência e força. A personagem principal vive momentos de felicidade sem se afligir. Contudo, à medida que o final se vai aproximando, recorda aquilo que poderia ter sido enquanto observa a calma de um lago. 

 

Falta-me alguma abertura de pensamentos para com o leitor por parte do personagem principal. Os capítulos curtos acabam por retirar um pouco à experiência de leitura pois quando começam a prender, terminam.

 

Penso que a história tem potencial por revelar por parte das suas personagens que poderiam ser mais desenvolvidas.

 

Gostei, mesmo assim, da forma de escrever do autor e da sua história delicada como o título indica.

 

Hervé Joncour não se mexeu, olhava apenas para aquele imenso braserio extinto. Atrás de si, estendia-se uma estrada de oito mil quilómetros. E diante de si o nada. De repente, viu aquilo que pensava ser invisível. O fim do mundo.

 

Minha pontuação no Goodreads: 3*

 

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