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Holly Reader

Confissões de uma bookaholic.

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As Intermitências da Morte | José Saramago

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Foi o meu primeiro romance de Saramago e parece-me que começei muito bem. Não sei se acontece o mesmo com todos os livros de Saramago mas, este em específico, é de uma imaginação, consistência e sentido de humor fora de série.

 

Saramago adivinha os pensamentos do leitor, esclarece dúvidas e questões sem perder o fio apelativo da narrativa. É como se estivesse sentado ao meu lado a contar-me a história mais banal do mundo, só que esta história não tem nada de banal, é original e profunda.

 

Apesar de à primeira vista parecer uma escrita densa, é bastante fácil de ler e compreender. O autor apresenta um humor irónico que me deixou rendida, as gargalhadas são uma constante desta leitura. E que bem que critica, tudo e todos, pelo sim e pelo não, porque a raça humana é falível, cheia de erros e contrariedades que ele conhece e explica esplendorosamente.

 

Gostei muito deste livro, no final, Saramago consegue ainda mostrar um lado mais romântico. E que belo final que é.

 

É assim a vida, vai dando com uma mão até que chega o dia em que tira tudo com a outra.

 

Minha pontuação Goodreads: 4*

 

Se eu fosse um livro...

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Respondo a este desafio proposto pelo Blog Say Hello To My Books que desde já agradeço, foi muito divertido fazer esta pergunta a mim própria.

 

Se eu fosse um livro teria capa mole acompanhada de desenhos com relevo a preto e branco. Teria menos de 200 páginas, tipo de letra o mais aproximado da nossa caligrafia e páginas amareladas com aquele cheirinho a novo. Teria uma fita vermelha de seda para marcar a página dos caríssimos leitores que deixariam sublinhados e comentários nas páginas. Teria prefácio do Miguel Sousa Tavares e seria uma edição da Quetzal. Passaria de geração em geração e seria intemporal. Teria mistério, romance e um lado negro com rasgos de luz. Teria personagens controversas que dizem tudo o que querem, teria personagens com um bom coração e homens que sofrem por amor. Gostaria que me emprestassem, mas que me deixassem regressar a casa. Gostaria que me recomendassem noutros países e que trouxesse atenção para todos os maravilhosos autores portugueses. Teria capítulos curtos, discurso fluído e aparentemente simples, com sentidos ocultos que apenas os sensíveis conseguiriam descortinar. Se eu fosse um livro teria uma dedicação na primeira página para todos os que perseguem os seus sonhos. Teria um final inesperado que fizesse uma parte de nós refletir e querer ser melhor.

 

Pág. 1/7

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